MANAUS, Brasil, 5 de novembro de 2026 – A Brazil Potash Corp. (NYSE American: GRO), empresa de exploração e desenvolvimento de minerais críticos que desenvolve o Projeto Potássio Autazes, no Estado do Amazonas, Brasil, divulgou hoje uma atualização referente ao terceiro trimestre de 2026, em conjunto com a apresentação de suas demonstrações financeiras consolidadas intermediárias condensadas e do relatório de discussão e análise da administração referentes aos períodos de três e nove meses encerrados em 30 de setembro de 2026.
“O Projeto Autazes continua a ter seus riscos reduzidos, e o terceiro trimestre demonstra isso”, afirmou Matt Simpson, Diretor-Presidente da Brazil Potash. “Por meio de nossa estratégia de contar com terceiros para construir a infraestrutura relevante não essencial, reduzindo o financiamento da construção por meio de contratos BOOT (Build-Own-Operate-Transfer, ou Construir-Possuir-Operar-Transferir), economizamos aproximadamente US$ 33 milhões em custos iniciais da usina modular de energia com o nosso contrato com a Gera Center. A nova legislação Profert do governo brasileiro tem potenciais benefícios financeiros para o Projeto, que continuamos a analisar. Um questionamento às nossas licenças também foi rejeitado pelos tribunais durante o trimestre. Olhando adiante, seguimos avançando nas discussões sobre um pacote de financiamento da construção.”
Destaques do terceiro trimestre
– Energia: Assinatura de contrato definitivo de 28 anos na modalidade construir-possuir-operar com a Gera Center, por meio do qual a Gera Center financiará, será proprietária e operará uma usina modular de energia de 20 MW. Espera-se que a usina forneça a energia necessária para a construção e, posteriormente, funcione como fonte de energia de reserva para a mina. A Companhia espera que o acordo reduza em aproximadamente US$ 33 milhões os gastos iniciais com a construção e gere uma economia de aproximadamente US$ 10 milhões ao longo da vigência do contrato.
– Desenvolvimentos de engenharia e do local do Projeto: O projeto de engenharia básica (“FEED”) abrange agora todo o Projeto, incluindo o escopo do poço da mina e do desenvolvimento subterrâneo, cujo desenvolvimento foi contratado em junho com a WSP UK Ltd., com a Redpath Deilmann Mining Inc. atuando como subconsultora. A conclusão está prevista para o segundo trimestre de 2027. Foram iniciados programas de treinamento no local, avançaram os preparativos para a perfuração geotécnica, e a Companhia deu continuidade à due diligence de terceiros para o financiamento da construção por meio de dívida.
– Apoio governamental: O Brasil sancionou o “Profert”, legislação destinada a incentivar a produção nacional de fertilizantes. Em conjunto com o benefício fiscal já existente do Projeto na Zona Franca de Manaus (“SUFRAMA”), o Profert oferece dois benefícios potenciais para o Projeto:
- Menores custos de construção: A Companhia está analisando a legislação para avaliar o benefício potencial para o Projeto. Estima-se que os dois programas possam isentar dezenas de milhões em tributos federais e impostos de importação sobre o custo de capital inicial esperado do Projeto, de US$ 2,5 bilhões. Possíveis desdobramentos futuros na forma como o governo administrará a nova legislação, bem como desdobramentos relacionados ao Projeto, também podem afetar o benefício para o Projeto.
- Uma nova fonte de financiamento da construção: O banco nacional de desenvolvimento do Brasil (“BNDES”) está agora autorizado a financiar a nova produção nacional de fertilizantes. Em 26 de agosto, o governo anunciou R$ 4 bilhões em financiamento adicional administrado pelo BNDES e em apoio a capital de giro para o setor de fertilizantes. Esse financiamento pode ter taxas de juros e outras condições favoráveis.
– Licenças de construção mantidas: Em agosto, o Supremo Tribunal Federal do Brasil negou um recurso contra decisões recentes do Tribunal Regional Federal da Primeira Região favoráveis à Companhia, mantendo em vigor todas as 21 licenças necessárias para a construção do Projeto, incluindo as da mina, da planta de processamento, do porto e da infraestrutura de apoio. Isso preservou decisões anteriores que confirmaram o processo de consulta indígena do Projeto. Em setembro de 2023, 34 das 36 aldeias Mura participaram, e mais de 90% dos moradores participantes votaram a favor do Projeto.
Atualização sobre construção e financiamento
Todas as 21 Licenças de Construção, incluindo as da planta de processamento e do porto, estão em vigor, e as recentes decisões judiciais preservaram as decisões anteriores que confirmaram essas licenças e o processo de consulta aos povos indígenas, conforme descrito acima.
A Brazil Potash continua a seguir sua estratégia de reduzir o capital que precisa captar antes da produção, por meio de parceiros especializados que financiam, constroem e operam infraestrutura relevante nas modalidades construir-possuir-operar e construir-possuir-operar-transferir (“BOOT”). Além do contrato com a Gera Center anunciado durante o trimestre, a Companhia está em discussões com outros terceiros sobre pacotes adicionais de infraestrutura.
Desde o encerramento do trimestre, a Companhia divulgou resultados iniciais de testes de triagem por Transmissão de Raios X (XRT) com inteligência artificial, que sugerem potencial para aumentar a produção e/ou prolongar a vida útil da mina. Em razão do pequeno tamanho da amostra testada, os resultados são indicativos e ainda não podem ser considerados representativos da produção da mina em escala real. A Companhia pretende realizar novos testes e análises adicionais de engenharia e econômicas para avaliar a implementação no Projeto.
Posição financeira
Em 30 de setembro de 2026, a Brazil Potash tinha caixa e equivalentes de caixa de aproximadamente US$ 68,6 milhões e capital de giro de aproximadamente US$ 67,3 milhões, em comparação com caixa e equivalentes de caixa de aproximadamente US$ 27,8 milhões em 31 de dezembro de 2025 e de aproximadamente US$ 75,7 milhões em 30 de junho de 2026. O aumento desde o fim do exercício deveu-se principalmente aos recursos líquidos de aproximadamente US$ 59,0 milhões da oferta pública encerrada em 4 de maio de 2026. O passivo circulante era de aproximadamente US$ 1,9 milhão, e a Companhia não tinha dívida.
No período de nove meses encerrado em 30 de setembro de 2026, o fluxo de caixa líquido consumido pelas atividades operacionais foi de aproximadamente US$ 7,3 milhões, e o fluxo de caixa líquido consumido pelas atividades de investimento, principalmente em gastos com exploração e avaliação, foi de aproximadamente US$ 10,6 milhões. O prejuízo líquido do período foi de aproximadamente US$ 10,5 milhões, em comparação com aproximadamente US$ 45,2 milhões um ano antes, principalmente em razão da menor remuneração baseada em ações e da maior receita financeira. No terceiro trimestre, o prejuízo operacional foi de aproximadamente US$ 2,8 milhões e o prejuízo líquido foi de aproximadamente US$ 1,2 milhão.
A Companhia acredita que seu caixa disponível é suficiente para cobrir suas atividades planejadas para 2027, o que inclui a tomada da decisão final de investimento para iniciar a construção, sujeita à captação dos recursos prévios necessários. A Companhia continua as negociações de um pacote de financiamento para a construção do Projeto, incluindo componentes de dívida e de capital.
Atualizações corporativas
A Companhia nomeou Sean Keating como Diretor Jurídico (Chief Legal Officer), com efeito a partir de 1º de outubro de 2026.
A partir de segunda-feira, 9 de novembro, ou em data próxima, a Companhia alterará o endereço de sua sede para 365 Bay St. Ste 800, Toronto, ON M5H 2V1.
Quantidade de ações e estrutura de capital
Na data da apresentação, a Brazil Potash tinha 62.126.240 ações ordinárias emitidas e em circulação, em comparação com 61.946.215 em 30 de junho de 2026, sendo que o aumento reflete a liquidação de unidades de ações restritas. Os 22.850.000 warrants pré-financiados em circulação da Companhia não expiram, não conferem direito a voto, permanecem não exercidos e não estão incluídos na quantidade de ações ordinárias em circulação até que sejam exercidos. A Companhia não utilizou seu contrato de distribuição de ações at-the-market, que prevê vendas de até US$ 125 milhões, desde que o estabeleceu em abril de 2026, e não vendeu nenhuma ação no âmbito de sua linha de crédito de capital (equity line of credit) em 2026.
Contexto de mercado
Durante o trimestre, diversos bancos multilaterais de desenvolvimento e instituições financeiras internacionais, incluindo o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Grupo Banco Mundial, emitiram uma declaração conjunta sobre o fortalecimento das cadeias de suprimento de fertilizantes, que pediu mais financiamento para a produção, o processamento, o armazenamento, o transporte e outras infraestruturas críticas do setor de fertilizantes. Este comunicado pode ser acessado por meio do seguinte link: https://www.worldbank.org/en/news/statement/2026/08/31/joint-statement-by-the-multilateral-development-banks-and-international-financial
A Brazil Potash continua focada em avançar nas negociações de financiamento da construção e levar o Projeto Autazes à fase de construção.
As demonstrações financeiras consolidadas intermediárias condensadas e o relatório de discussão e análise da administração da Brazil Potash referentes aos períodos de três e nove meses encerrados em 30 de setembro de 2026 estão disponíveis em SEC.gov e em ir.brazilpotash.com.
Sobre a Brazil Potash
A Brazil Potash (NYSE American: GRO) (www.brazilpotash.com), por meio de sua subsidiária Potássio do Brasil, está desenvolvendo o Projeto Autazes para fornecer potássio a um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. O Brasil é fundamental para a segurança alimentar global, com uma das maiores disponibilidades de água doce e de terras aráveis e um clima ideal para o cultivo ao longo de todo o ano; ainda assim, o país importou aproximadamente 96% do potássio que consumiu em 2025, apesar de abrigar o que se prevê ser uma das maiores bacias de potássio não desenvolvidas do mundo. O potássio produzido será transportado principalmente por barcaças fluviais de baixo custo em um sistema fluvial interior, em parceria com a Amaggi (www.amaggi.com.br), um dos maiores produtores agrícolas e operadores logísticos de produtos agrícolas do Brasil.



